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quarta-feira, 7 de agosto de 2024

Melissa

O que é a Melissa? Essa planta é bem popular e seu cheirinho é muito gostoso! E para entender melhor as características da Melissa, primeiro vamos comentar as semelhanças e diferenças dela com outras ervas, por exemplo a Lípia. Enquanto a Melissa é originária do sul da Europa, no Mediterrâneo, percorrendo até a Ásia Central, a Lípia surgiu nas Américas. A Melissa também pode ser confundida com o Capim-Limão devido ao seu aroma e variações de seu nome popular, mas ainda são espécies diferentes. Enquanto o Capim-Limão — conhecido por capim-santo ou capim-cidreira — possui o nome científico Cymbopogon citratus, a Melissa tem o nome científico Melissa officinalis. A aparência dessas duas ervas, também, é bem diferente: enquanto o Capim-Limão é uma touceira e parece, de fato, um capim, a Melissa forma folhas pequenas, bem esverdeadas e até flores. Só para recapitular e ninguém ter mais dúvidas: A Melissa se chama, cientificamente, Melissa officinalis. Mas também é chamada de erva-cidreira, cidreira e cidreira verdadeira. O Capim-Limão se chama, cientificamente, Cymbopogon citratus. Mas também pode ser chamado de capim-cidreira, capim-santo e erva-cidreira — e por isso a confusão com a Melissa. Já a Lípia é chamada cientificamente de Lippia alba. E alguns de seus nomes populares são cidreira, melissa brasileira e... erva-cidreira também. O que essas plantas têm de semelhante, além de seus nomes populares, é o efeito calmante que podem trazer à nossa rotina. São três opções populares de chá! Vamos entender ainda mais como podemos aproveitar a Melissa na nossa saúde? Descrevemos mais detalhes sobre ela abaixo! Melissa: para que serve Existe mais de um uso tradicional da Melissa, pois ela pode ajudar no alívio de sintomas gripais e dores abdominais (desconfortos gástricos e cólicas). Ainda assim, seu uso principal é para aliviar a sensação de angústia e agitação. A planta inteira pode ser utilizada na fitoterapia, principalmente suas folhas. Em geral, seus componentes são: Óleos essenciais Flavonóides Resinas Taninos Ácidos fenilcarboxílicos A Melissa possui ações: Sedativas (leve) Antivirais Antiespasmódicas Carminativas Antioxidantes Anti-inflamatórias (leve) Ansiolíticas Ela é vendida na forma de chá, cápsulas (extrato e pó da planta), extrato fluido, tintura e xarope. Se você algum dia teve dúvidas sobre onde encontrar essa planta, a Oficina de Ervas tem várias opções para você consumir a Melissa da melhor forma! E quais são as indicações de uso da Melissa? Conforme a descrição feita, a Melissa é uma excelente aliada para quem busca maior relaxamento. Veja as indicações mais específicas abaixo: Ameniza a ansiedade Ajuda no tratamento de insônia e qualidade do sono Auxilia o estresse e agitação Reduz em desconfortos abdominais leves, como problemas gástricos ou cólicas Alivia dores de cabeça Mas como isso acontece? Os compostos fenólicos da Melissa, como seus flavonoides, possuem um conjunto de efeitos no corpo, por exemplo a ação anti-inflamatória da inibição da ciclo-oxigenase, uma enzima participante do processo inflamatório. O ácido rosmarínico em sua composição modula os famosos receptores GABA, causando uma reação depressora e relaxante, melhorando o bem-estar. Dosagem usual recomendada Se você deseja conferir a dosagem ideal para você devido a algum problema específico, converse com nossos fitoterapeutas sobre seu caso! Entre em contato com um de nossos fitoterapeutas clicando aqui. Assim, ficará mais fácil entender como tomar a Melissa da melhor forma. Abaixo, estão dosagens usuais da Melissa: Infusão: usar de 2 a 5g de Melissa em 100mL de água aquecida (quando começar a formar bolhas durante o aquecimento), tampar e aguardar entre 5 a 10 minutos, coar e consumir via oral. Extrato Fluido: 1 gota/kg/dia em 3 tomadas diárias. Tintura: 2 gotas/kg/dia de 3 a 4 tomadas diárias. Cápsulas (pó): de 20 a 40 mg/kg/dia em 3 tomadas diária Melissa: efeitos colaterais e contraindicações De modo geral, a Melissa é bem tolerada pelo organismo, sendo uma opção muito popular de chá. Efeitos colaterais, quando ocorrem, variam entre hipotensão, náusea, vômitos e diarreia. E alguns de seus efeitos podem ser desejados ou não, depende de sua intenção ou horário em que será consumido; por exemplo: a sonolência provocada pela Melissa não é recomendada antes de realizar tarefas que exigem atenção, reflexo e concentração, como dirigir ou operar máquinas. Alguns pacientes podem consumir a Melissa justamente por sua capacidade ansiolítica antes de provas, testes, vestibulares ou concursos, porém a possibilidade de sonolência pode impactar o desempenho. Existem outros cuidados importantes para o consumo da Melissa: Não recomenda-se a Melissa à gestantes ou lactantes. Não é recomendado para pacientes hipersensíveis ou alérgicos aos seus componentes. Não é recomendado para pacientes com hipotireoidismo, seja a condição já diagnosticada ou em fase de exames laboratoriais. Então, se você está prestes a fazer exames para avaliar se você tem hipotireoidismo ou se já possui hipotireoidismo, evite o consumo de Melissa. Pacientes com hipotensão (pressão baixa) devem tomar cuidado ao consumir a Melissa pela possibilidade de diminuição da pressão. Não recomenda-se o consumo de Melissa antes de atividades que exijam atenção e reflexo. Ele ajuda a combater a insônia e ansiedade, tem ação antioxidantes, anti-inflamatória, digestiva, diurética e é bastante reconhecido pelo forte efeito calmante. Além da bebida, as folhas podem ser consumidas como suplemento ou extrato e ainda aplicado na pele em bálsamos ou loções. Consulte seu médico antes de usar

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